Quando em Agosto, Moita Flores, independente eleito pelo PSD para presidente de Câmara de Santarém homenageou Sócrates em Santarém, entregando-lhe uma medalha de ouro por resolver uma situação que se arrastava há 100 anos em 3 meses, no PSD foram vários os que o chamaram de traidor.
Pois ora vamos a avaliar a "asfixia democrática" que aqui parece estar latente.
Pois alguém que até estava em linha de ideia com o PSD quando foi eleito, partido esse que tem agora uma líder daquelas que é intensamente contestada dentro do próprio partido, e não se revê mais nesse mesmo partido é considerado traidor. Alberto João Jardim, esse exemplo de democracia, logo veio com as suas declarações muito eloquentes.
A mim, quando falam em asfixia democrática e uma vez que andam sempre com essa metáfora na boca, vem-me à ideia esta situação.
Porque antes de ser de qualquer partido, somos indivíduos e pensamos (ou melhor, devíamos todos pensar) pela nossa cabeça e ter as nossas próprias convicções. Uma coisa é solidariedade partidária, outra é ir contra os próprios princípios (ainda há quem os tenha) para apoiar alguém que consideramos não merecedora.
Eu não me sinto nem nunca senti asfixiada democraticamente pelo governo PS e nem considero do que vejo ter razões para achar que o fazem. Sinto sim uma claustrofobia imensa neste país mas é ao nível da podridão de espírito, da hipocrisia crescente de todos aqueles que nos entram pela televisão adentro em altura de telejornal, por todos os escândalos e mentiras que vão saindo, por todas as acusações feitas a outros sem sequer porem a mão na consciência deles próprios.
Isto sim, é deplorável. Esta é a razão pela qual durante anos me senti (e continuo a sentir cada vez mais) enojada com a política em Portugal.
Pois ora vamos a avaliar a "asfixia democrática" que aqui parece estar latente.
Pois alguém que até estava em linha de ideia com o PSD quando foi eleito, partido esse que tem agora uma líder daquelas que é intensamente contestada dentro do próprio partido, e não se revê mais nesse mesmo partido é considerado traidor. Alberto João Jardim, esse exemplo de democracia, logo veio com as suas declarações muito eloquentes.
A mim, quando falam em asfixia democrática e uma vez que andam sempre com essa metáfora na boca, vem-me à ideia esta situação.
Porque antes de ser de qualquer partido, somos indivíduos e pensamos (ou melhor, devíamos todos pensar) pela nossa cabeça e ter as nossas próprias convicções. Uma coisa é solidariedade partidária, outra é ir contra os próprios princípios (ainda há quem os tenha) para apoiar alguém que consideramos não merecedora.
Eu não me sinto nem nunca senti asfixiada democraticamente pelo governo PS e nem considero do que vejo ter razões para achar que o fazem. Sinto sim uma claustrofobia imensa neste país mas é ao nível da podridão de espírito, da hipocrisia crescente de todos aqueles que nos entram pela televisão adentro em altura de telejornal, por todos os escândalos e mentiras que vão saindo, por todas as acusações feitas a outros sem sequer porem a mão na consciência deles próprios.
Isto sim, é deplorável. Esta é a razão pela qual durante anos me senti (e continuo a sentir cada vez mais) enojada com a política em Portugal.
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