segunda-feira, 11 de maio de 2009

Muito bom!


Leiam tudo
aqui! Vale a pena.



Excerto:

"Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

A Autoridade da Concorrência

Como estão? Bem? Óptimo…

Acho que hoje é a altura para falar de mamutes. Sim! Mamutes. Aqueles animais peludos, grandes e extintos (no resto do mundo menos em Portugal) que se limitavam a apascentar e a produzir vastas quantidades de metano por intermédio de arrotos, peidos e cocó.

Sempre que a actuação do tecido Industrial/Produtivo atinge o seu apogeu, isto é, quando a roubalheira é tanta que já se tornou evidente e demasiado nojenta, a solução encontrada nesta magnifica terra estranha tem sido de chamar os mamutes para apaziguar as hostes de lemingues (leia-se o típico tuga apático e apreciador de futebol e brasileiras “alternadeiras do bastão”).

Ora, o mamute chega, olha e, ao contrário de Julius Caesar no Rubicão onde proferiu a famosa Vinni, Vidi, Vici, tipicamente encolhe os ombros e afirma que tudo vai bem como de antes. Ou melhor, “tudo bem como de antes, no quartel de Abrantes”. Sou levado a concluir três coisas distintas: uma primeira que os so-called empresários/gestores são de facto muito espertos e sabem enganar a malta, uma segunda que o mamute não faz a mínima ideia do que anda a fazer, limitando-se à pura filosofia do “tachismo” e uma terceira que é que o mamute sabe o que faz, o gestor faz propositadamente mas o Governo e/ou Legislador anda a gozar com a malta.

Vamos por partes!

Todos sabemos, e infelizmente sentimo-lo na pele, que o capitalismo (tal como o seu antigo e incipiente “pai”, o mercantilismo) funciona à base do egoísmo individual. O empresário, ou “Homem de Negócios” – expressão tenebrosa –, tende única e exclusivamente a olhar para os seus próprios ganhos e de preferência procura encurralar o mercado para garantir que ELE é o único a actuar nesse mesmo mercado. Tanto assim é que o moderno empresário tuga sempre que fala na necessidade de investimento fala, em simultâneo, em subsídio, isto é, a empresa é dele, os ganhos são para ele mas se for necessária uma expansão, uma internacionalização, ela é feita com o dinheiro dos outros. Aliás, sempre que entidades que fornecem o público fazem algum investimento afirmam que infelizmente vão ter de reflectir isso no consumidor porque no lucro ninguém toca. Lucro serve apenas para o bolso do empresário ou accionistas.

De modo a evitar que os mercados fossem palco de um “regabofe” descontrolado, o Estado moderno (onde supostamente nos incluímos) criou entidades de controlo e regulação, também conhecidas por mamutes… os tais peludos e produtores de metano.

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Sei que a resposta principal a ser dada – caso fosse lida por alguém ligado ao mamute – é que as coisas não são assim tão simples e que o mercado, depois de liberalizado, não pode ser controlado pelo Estado. Mas o busílis da questão é que as coisas NÃO são assim tão complicadas como nos querem dar a entender e que o Estado é (e deve ser) SEMPRE o garante da estabilidade da Nação e que, independentemente de pertencermos à UE ou não, devemos ter a consciência que somos uma Nação independente.

Este último parágrafo é mais para vocês rirem. Isto porque os governantes portugueses já hipotecaram a nossa soberania à muito tempo, a troco de uns tostões e falta de coragem para, mesmo recebendo os tostões, defender o interesse do cidadão, e porque, em última análise, o grande beneficiário desta teia armada tem sido o próprio Estado que recebe dos impostos, recebe dos lucros e não pode ser responsabilizado por nada, graças à liberalização. Para muitos, isto pode parecer “pescadinha de rabo na boca” mas na realidade tratam-se de benefícios especulativos para as entidades e Estado e falta de coragem para agir em prole do cidadão, por parte deste último.

Resumindo: Estamos lixados!!!!

No meio desta sinistra cadeia de interesses, está o mamute, plácido, pacato e inactivo e incompetente, onde os cargos são nomeados pelo próprio Estado, grande beneficiário do imobilismo do mamute. É pior que um “nó górdio”, é criminoso… mesmo!

Um abraço
MS"

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